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Joana d'Arc Sakai Psicóloga e Palestrante CRP 06/18972-2 - tel: 11 5667 3183 - email: sakaijoana@gmail.com - Rua da Paz, 1.601 - cj 404 - Ch. Sto. Antônio / Rua João Pedro, 302 - Interlagos

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Aprendizagem e família

October 6, 2016

Qual o papel da família no percurso escolar da criança?
O quanto ela facilita ou impede o seu desenvolvimento?
Porque FAMÍLIA e APRENDIZAGEM se interdependem?

  Aprendizagem é um processo complexo, que se realiza no interior do indivíduo e se manifesta em uma mudança de comportamento. É o ato de aprender a leitura, a escrita, de APREENDER a vida.

  É cada vez mais comum os pais procurarem ajuda profissional porque seus filhos apresentam algum sintoma: não conseguem aprender na escola, são agressivos, estão completamente sem limites, fazem xixi na cama numa época em que isso não é mais esperado.

  Muitos pais fazem a conexão entre o sintoma percebido e as condições ou situações em que a família vive. Outros, no entanto, não conseguem sozinhos perceber que aquilo que se apresenta como um sintoma é o representante de um mal-estar que não é possível, para a criança, exprimir em palavras.

  Filhos precisam de um ambiente continente às suas necessidades, precisam de limites e de referências. Filhos precisam de amor, de um ambiente em que a confiança possa ser estabelecida. Algumas vezes, os pais esbarram nas próprias dificuldades e não conseguem atender seus filhos nas suas dificuldades, muitas vezes, nem conseguem percebê-las. Os filhos são importantes termômetros do que se passa dentro de casa.

  O bebê, ao nascer, é mergulhado num mundo marcado por uma história familiar já existente, ou seja, já há uma história de pai e de mãe que comporão a história dessa criança. Há a mistura das tramas de cada um dos pais, pois eles foram formados a partir das histórias de seus respectivos pais e o bebê será composto por essas influências.

  Nesse momento inicial, há uma adaptação gradativa da família à nova situação. À mãe, cabe satisfazer as necessidade do recém-chegado e, ao pai, dar o apoio emocional à esposa, para que ela se sinta segura e amparada. A mãe, então, poderá dedicar-se à tarefa tão essencial que é estar em sintonia com o seu bebê. Essa relação, mãe-bebê, é importantíssima, pois a mãe vai apresentar dados de realidade para o bebê possibilitando, assim, a sua autonomia para que se torne um indivíduo inteiro e real sob o ponto de vista psíquico. Nesse momento, falamos da identidade da criança, que está sendo formada, enquanto um ser que pensa e atua segundo o que tem sido ensinado.

  Ora, uma vez que essa criança chegou a essa família e lá encontrou um bom ambiente, supomos que seu desenvolvimento escolar será na mesma linha. Mas, quando o bebê não chega a essa família de modo “autorizado”, DESEJADO, quando não encontra terreno fértil para se nutrir, para desenvolver sua vida emocional? O que poderá lhe acontecer? Como ele “devolverá”, denunciará aos pais, ao mundo, suas insatisfações

  Voltamos ao contexto da aprendizagem. Para que a criança possa aprender a ler e a escrever, assimilar o aprendizado será preciso antes, formar a sua identidade (que m sou eu? de onde vim? quais são minhas origens?). O conhecimento desses aspectos faz a identidade ir se estabelecendo e, então a aquisição da lecto-escrita tornar-se-á facilitada.

  E quando a família tem uma expectativa para além do que a criança pode dar? Quando os pais projetam suas insatisfações e os filhos são designados a satisfazê-los? Ah! Tudo fica ruim. A criança poderá desenvolver dificuldade de aprendizagem (DA) dentre outros quadros, como uma forma de denunciar sua insatisfação. Isso é ruim para todos (ele próprio, a família, a sociedade). O relacionamento torna-se hostil (“faço o que o meu pai quer que eu faça, mas eu não queria…”) e assim, devolve-se àquele, o insatisfeito, o frustrado, que não tendo sido capaz, colocou no filho a responsabilidade de resolver a sua frustração. Complicado!

  Nessa linha, as dificuldades de aprendizagens são formas de a criança denunciar suas queixas internas, muitas vezes originadas no próprio ambiente familiar (A CRIANÇA COMO REFLEXO FAMILIAR).

 

 

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