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O ato de brincar, não é apenas passatempo

June 12, 2016

 

  Poucos pais sabem o quão importante é o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico de seu filho. A ideia difundida, popularmente, limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes, que entreter a criança em atividades divertidas.

  Inúmeras vezes, os próprios pais inibem as brincadeiras dos filhos, exigindo organização e acreditando que os estão ajudando, acelerando a aquisição de comportamentos desejáveis: manter tudo limpo e organizado. Estão na verdade, queimando uma etapa muito importante no desenvolvimento infantil. Através do brincar, a criança está experimentando o mundo, os movimentos e as reações, tendo assim elementos para desenvolver atividades mais elaboradas no futuro.

  Através do simbólico jogo da brincadeira, a criança irá entender o mundo ao redor, testar habilidades físicas (correr, pular), funções sociais (ser o construtor, a enfermeira, a secretária, a professora), aprender as regras (ter limites), colher os resultados positivos ou negativos dos seus feitos (ganhar, perder, cair), registrando o que deve ou não repetir nas próximas oportunidades (ter mais calma, não ser tão teimoso). Assim, a aprendizagem da linguagem e a habilidade motora de uma criança também são desenvolvidas durante as brincadeiras.

  Hoje é comprovado que bebês que recebem estimulação de brinquedos que permitem sua participação ativa através do manuseio, não sendo apenas observadores, desenvolvem mais a inteligência e demonstram maior interesse pelo aprendizado. A brincadeira, assim, permite um extravasar dos sentimentos, auxilia na reflexão sobre a situação, criando várias alternativas de conduta para o desfecho mais satisfatório ao seu desejo. O ato de brincar com outras crianças favorece o entendimento de certos princípios da vida, como o de colaboração, divisão, liderança, obediência às regras e competição.

  Através do brinquedo, a criança expressa seus medos, angústias, dificuldades, enfim conflitos e ansiedades, possibilitando a externalização (e possível colaboração) destes sentimentos. Portanto, quando as crianças têm a oportunidade de brincar, estarão sendo mais preparadas emocionalmente para controlar suas atitudes e emoções no contexto social, obtendo melhores resultados gerais no desenrolar da vida. A criança que brinca, investiga e precisa ter uma experiência total que deve ser respeitada. Seu mundo é rico e em contínua mudança. Inclui o intercâmbio permanente entre fantasia e realidade. Se o adulto interfere e irrompe em sua atividade lúdica, pode perturbar o desenvolvimento da experiência decisiva que a criança realiza ao brincar.

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