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Aprendendo a lidar com a saída dos filhos de casa

October 28, 2016

 

 

  Regina Novelli, pedagoga e professora, tem 49 anos e sua filha única, Nathalia, de 16 anos, está se preparando para uma experiência longe do ninho: ficará 6 meses nos Estados Unidos para um intercâmbio, onde cursará um semestre do Ensino Médio.

  É um mudança para a adolescente que tem impacto ainda maior sobre a mãe. “Minha rotina mudará bastante sem a Nathalia, pois componho minha agenda de acordo com os horários dela. Sentirei muito a falta da minha filha na elaboração do cardápio diário, na compra dos alimentos que ela mais aprecia, nos momentos de lazer, nos cuidados com a saúde, na ordenação do quarto e na rotina escolar, entre outros”, comenta Regina.

Enquanto isso, Lea Neaime, de 55 anos, mãe de três filhos, também se prepara para uma grande transformação. Laura, de 24 anos, sua terceira filha e a última a sair de casa, está a poucos meses do casamento.

  “Desde o dia em que a Laura anunciou o noivado, penso o tempo todo em como vai ser ficar sem ela em casa. Tenho certeza de que não vai ser fácil, porque minha filha é muito companheira e sempre se preocupa comigo, mas também sei que os filhos têm que ter a própria vida e construir o seu caminho”, diz Lea.

  A psicóloga clínica e escolar Joana d'Arc Sakai observa que a saída dos filhos da casa dos pais é uma situação que leva ambas as partes ao estresse, mesmo quando ela é combinada.

“Se os pais forem do tipo que pensam na sua cria como ‘propriedade’, eles experimentarão sensações relativas ao abandono e rejeição. É o que a Psicologia chama de Síndrome do Ninho Vazio”, diz a especialista.

  Nesse momento de ruptura, é importante que, tanto o pai quanto a mãe, tenham pautado suas vidas para além da formação e dos cuidados com os filhos, pois assim poderão aproveitar o momento para retomar projetos e realizar atividades prazerosas, como cursos de temas que lhes agradam, viagens e programas com amigos, exercícios físicos e trabalhos voluntários.

Além disso, é sempre válido perceber que a saída dos filhos de casa não significa uma separação.   “Se a relação entre os pais e os filhos é boa, ela tenderá a continuar assim nessa nova realidade. Contatos telefônicos, e-mails e almoços em família com uma frequência confortável para ambas as partes permitem que a parceria continue acontecendo”, lembra Joana Sakai.

  Mesmo com a saída dos filhos de casa, o apoio fraterno continua sendo de extrema importância. Entretanto, é preciso entender alguns limites. De acordo com a psicóloga, deve-se evitar dar muitos palpites na vida dos filhos e invadir a nova rotina deles, bem como a nova casa com visitas e contatos frequentes.

  Além disso, os pais não devem se fazer de abandonados, provocando sentimentos de culpa nos filhos. “O tempo trará maturidade para todos, produzindo uma comunicação mais eficiente”, comenta.

 

Apoio entre os pais

 

  Para evitar esta espécie de conflito, a parceria com o cônjuge é essencial, pois é isso que fará o marido ou a mulher perceber a vida sob nova perspectiva. Segundo a Psicologia, esse momento em que os filhos passam a ter uma vida autônoma é chamado (em relação aos pais) de Lua de Mel Pós-lançamento.

  Por isso, trata-se de um momento em que a aliança conjugal é retomada, sendo possível até mesmo o renascimento de um romance.

  “Os pais devem fazer laços sociais e criar ocupações que os levem a uma convivência com pessoas que se encontram na mesma fase de vida. Caso não consigam resolver os conflitos sozinhos, é importante que procurem a ajuda de um psicólogo”, afirma Joana.

No caso de filhos que estão indo para um intercâmbio e voltarão em um período predeterminado, os pais devem estar prontos para a volta de uma pessoa diferente do que costumava ser. Em seu retorno, o filho deve perceber alegria por parte do pai e da mãe por recebê-lo fortalecido e amadurecido.

  “Acredito estar preparada para as mudanças da Nathalia, pois tenho clareza sobre todo o ganho desse processo. Tenho dito a ela que os novos conhecimentos e as diferentes experiências serão muito importantes para sua formação, mas que o meu maior desejo é de que ela traga a bagagem recheada de autoconfiança, autoconhecimento, autocontrole e autonomia”, comenta Regina Novelli.

  Já no caso dos filhos que estão saindo de casa para não voltar mais, cada pai e mãe deve avaliar a forma que melhor irá lidar com o vazio que fica.

“Alguns pais mantêm os quartos dos filhos fechados e intactos, guardando memórias de um tempo vivido, como se esperassem a volta deles. Outros aproveitam o espaço disponível para diversos usos, como um escritório, biblioteca ou quarto de hóspedes”, exemplifica a psicóloga.

Nessas horas, o ideal mesmo é pensar menos no passado e mais no futuro. “Procuro aceitar de uma forma mais leve, pensando nos netos que, em breve, irão preencher minha casa outra vez”, finaliza Lea Neaime.

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